quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CULTURA DAS MICROORQUÍDEAS

A cultura dessas plantas não oferece maiores dificuldades. Com um pouco de boa vontade e dedicação, em pouco tempo podemos fazer uma bela coleção. Cultive-as em local mais sombrio e mais húmido do que os recomendados para as outras orquídeas. Pulverize o ambiente e as plantas diariamente, na parte da manha e à tarde, mesmo durante o inverno. Cultive-as em pequenos vasos plásticos, em xaxim desfibrado ou sphagnum. O seu substrato deve ser trocado anualmente.
Um método de plantio das MICROORQUÍDEAS, experimentado pelo Orquidário JOPANE, que deu resultado satisfatório, comprovado e com grande sucesso na XI Orquídea Fest, realizado pela AOD em Outubro/Novembro de 2003, foi o plantio em árvores vivas, miniaturizadas, o Bonsai.


Características básicas das Microorquídeas 

As características básicas são o tamanho sempre pequeno da planta e da flor, embora essa última possa aparecer em conjuntos. Aqui o campo é vastíssimo e atinge a maioria dos géneros.
BIFRENARIA, EPIDENDRUM, ENCYCLIA, ONCINDIUM, LAELIA e outros semelhantes têm seus “anões”, mas os PLEUROTHALLIS, STELIS, MASDEVALLIA, entre outros, são os campeões da miniaturização, pois além de MICRO, apresentam as MICRO–micro, que podem caber em um dedal.
A conhecida ENCYCLIA bracteata fica sumida entre as gigantescas ENCYCLIA longifólia e ENCYCLIA megalantha. A BIFRENARIA wendlandiana mal poderá ser vista quando em confronto com a BIFRENARIA tyrianthina.Os ONCIDIUM harrizonianum e edwallii hians ficam minúsculos quando próximos a um ONCIDIUM crispum ou mesmo um ONCIDIUM barbatum. Isso sem falar das muitas outras pequenas plantas desses géneros afortunados e de aspecto envolvente.
As MAXILLARIA, como muitas espécies de tamanho grande, também apresentam miniaturas e quase sempre com efeitos bonitos, pelo conjunto das pequenas flores.
Os PLEUROTHALLIS, entretanto, apresentam uma variação impressionante no tamanho de suas espécies e conjunto de flores, que se apresentam das mais diversas formas, podendo ser únicas, praticamente sem pecíolo (haste), em cachos, com hastes menores que as folhas, com hastes sobre as folhas, hastes altas. Só o grupo do PLEUROTHALLIS grobyi – espécies parecidas, mas diferentes – é de encher os olhos dos apreciadores de pequenas belezas.
O género MASDEVALLIA, com flores em pétalas e sépalas concrescentes (unidas) por haste e únicas, é um dos mais desejados entre as MICRO.
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CAUSAS DO APARECIMENTO DE PRAGAS E DOENÇAS EM ORQUIDÁRIOS

1-  Algumas se transmitem por contágio, que pode ocorrer quando se introduz uma planta contaminada na coleção, ou por meio de instrumentos, como tesouras e canivetes (por isso, desinfete-os bem após usa-los em cada planta).

2-  A não observância de fatores como luminosidade, humidade, temperatura e ventilação também pode provocar a infestação em seu orquidário.

3-  O excesso de humidade propicia a ocorrência de lesmas e caramujos. Proteja a planta envolvendo sua base com um chumaço de algodão. Mas se esta já estiver contaminada, destrua-os com iscas especiais à venda no comércio.

4-  As cochonilhas e os pulgões aparecem geralmente em função da desidratação das plantas. As cochonilhas são muito resistentes à ação dos inseticidas comuns porque, uma vez fixadas à planta, se revestem com uma carapaça serosa. Uma forma de combate-las é a limpeza cuidadosa com uma escova de dentes macia embebida em caldo de fumo-de-rolo. Os pulgões estragam os botões, as folhas e os brotos bem novos.

5-  Outras pragas que atacam as folhas são: os tripes (insetinhos de 0,5 mm com quatro asas), que surgem quando o ar é quente e seco; a aranha vermelha (de 0,5 mm), e a larva mineira (besouro de 2 mm de comprimento), que perfura verdadeiros túneis nas folhas de orquídeas.

6-  A vespa dos brotos é uma espécie de larva que se instala no interior dos brotos, deformando-os. Neste caso, corte o broto e destrua a larva.

7-  Há três tipos de doenças causadas por vírus, que atingem a planta internamente: a) a bexiga que forma máculas em baixo-relevo no interior das folhas, sem alterar-lhes a cor; b) estrias, manchas ou máculas irregulares nas flores, que enfraquecem a planta até mata-la; c) máculas amarelas irregulares ou manchas pretas com áreas amarelas ao redor, provocadas por um vírus conhecido como “mosaico”. Essas doenças se transmitem por contagio. Em qualquer dos casos, corte a parte atingida.

8-  As doenças causadas por bactérias ou fungos manifestam-se quando há excesso de sombreamento. Algumas fazem surgir manchas, tipo queimadura, nas folhas; outras, como a podridão negra, destroem bulbos inteiros tornando-os moles e cheios de líquido pútrido; a podridão parda ataca os rizomas e a base dos bulbos, destruindo a planta gradativamente. O melhor remédio para isso é o corte das partes afetadas.

9-  Se a sua planta apresenta pontinhos brancos imóveis como se fossem “casquinhas”, está definhando e você não sabe explicar o motivo, comece a desconfiar: ela pode ter sido atacada por cochonilhas. “São insetos que sugam continuamente a seiva da planta”. Dependendo da variedade pode atacar brotos, pseudobulbos e folhas. Pertencem à ordem de insetos denominada HOMOPTERA e são “parentes” das cigarrinhas e pulgões.
Observe também se há presença de formigas na planta. Como as cochonilhas se alimentam da seiva, as formigas procuram a secreção açucarada eliminada. “Parte dessa solução açucarada cai sobre as folhas e um fungo negro, conhecido como fumagina, cresce sobre ela e reduz a área de fotos síntese da planta”. A formação deste “pó” preto é mais um indício de que há o ataque de insetos sugadores. Em troca da substancia açucarada, as formigas protegem as cochonilhas, por isso causam um dano indireto. É preciso eliminar as cochonilhas para acabar com o problema e não adianta exterminar só as formigas.
As cochonilhas causam clorose e podem transmitir doenças às orquídeas.

10-  A HEMILEIA causa grandes estragos nas folhas das ONCIDIUNS, MILTONIAS e outras orquídeas. Produz manchas oleosas e amareladas, cobertas na página inferior por um verdadeiro feltro amarelo, lembrando a “FERRUGEM” de outras plantas e composta pelos concidióforos do fungo responsável. Combate: pulverizações com solbar a 5% ou lisofórmio a 1% ou outro produto que sirva à finalidade. Aparece mais frequentemente nas plantas expostas diretamente aos raios de sol.
“TODAS AS PLANTAS DOENTES DEVEM SER AFASTADAS DAS SÃS E TRATADAS DE ACORDO COM AS REGRAS”.
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PRAGAS EM ORQUÍDEAS

 Orquídeas certamente não se encontram entre as plantas mais preferidas pelos insetos. Mesmo assim, um ou outro sempre pode aparecer.

Larva-mineira


 Sintoma – labirinto de galerias cavadas no interior das folhas.
Combate – pulverizações com inseticida à base de fumo (ver receita adiante).

Baratas, Gafanhotos e Lagartas

 
Sintoma – também roem as pontas das raízes e de brotos novos.
Combate – pulverizações com inseticidas de uso domestico (SBP)
.

Baratinha-vermelha
 
Sintoma – picam as folhas, principalmente das CATTLEYAS e dos EPIDENDROS, dando origem a áreas esbranquiçadas que desfiguram a planta. De nome cientifico TENTHECORIS bicolor, quando pequenas, as baratinhas-vermelhas, lembram formigas, que se aninham na base ou no dorso das folhas. Quando adultas são alaranjadas, com asas de cor metálica. Vivem em ligeiros bandos e fogem rápido ao menor movimento.
Combate – pulverizações com inseticidas de uso domestico (SBP)

Vespinha ou Eurytoma

 
Sintoma – inchaço extra ordinário da base dos novos brotos, que serão roídos internamente pelas larvas da vespinha. Atacam sobretudo CATTLEYAS e LAELIAS.
Combate – o melhor é cortar e queimar os brotos infestados.


Lesmas, Tatuzinhos e Caramujos
 
Sintomas – pontas das raízes e dos brotos novos roídos.
Combate – prepare algumas iscas para eles e faça, em seguida, a eliminação manual. Como isca, use folhas de alface, chuchu ou fatias de mandioca com o centro escavado (em baixo das quais eles gostam de esconder-se), ou então mata-lesmas, facilmente encontrado no mercado. Se puder desenvasar, podem ser eliminados por catação manual, não esquecendo

os ovos, caso existam. Ovos de lesmas são esferas transparentes que chegam a atingir 3 mm de diâmetro.
Se o desenvasamento for difícil, um outro meio é imergir o vaso, por cerca de duas horas, num recipiente com água suficiente para atingir a borda do vaso. Como os bichos terão que subir para respirar, poderão facilmente ser eliminados.
Atenção para não encostar o fundo do vaso no fundo do recipiente, pois, muitas vezes, assim como o furo do vaso é caminho de entrada, é também o caminho de saída dos bichos. Como podem ainda existir ovos, é preciso repetir o processo algumas vezes a cada semana.
Como prevenção, os furos dos vasos de barro ou plástico, devem ser tampados com tela mosquiteiro, antes do envasamento (veja dicas sobre os vasos).
Ainda temos outras armadilhas, como: um saco de estopa embebido com cerveja ou fazer uma barreira com graxa nos pés das bancadas.


Nematóides

Causam estragos que, a curto ou longo prazo, levam a planta à morte. A reação contra os nematóides varia de planta para planta. Ela pode até não morrer, se as condições lhe forem favoráveis, mas ficara raquítico e não dará flores.
Segundo os especialistas, existem cerca de 5000 espécies de NEMATÓIDE parasitas de plantas. O mais comum em orquídeas tem aspecto de lombriga, cor branca e tamanho da ordem de décimos de mm e, quando colocados sobre uma lamina de um microscópio de baixo aumento com uma gota d´água, serpenteiam, como minhocas. Outros têm anéis e se movem se esticando e se encolhendo, como lagartas. Eles atacam qualquer parte da planta, mas em geral, iniciam seu ataque pelas raízes que começam a apodrecer.
Se as condições forem favoráveis para os NEMATÓIDE (muita humidade), todas as raízes irão apodrecer em curto espaço de tempo. Do contrario, têm a capacidade de entrar em dormência por meses ou até anos.
Esta podridão é distinguível da podridão negra (causada pelo fungo PYTHIUM), porque o ataque do NEMATÓIDE pára quando atinge o cerne duro enquanto o PYTHIUM avança pelo rizoma até o pseudobulbo em questão de dias. Mais ainda, o broto ou pseudobulbo atacado por NEMATÓIDE fica mole e aquoso, enquanto que o atacado pelo fungo PYTHIUM não perde a consistência.
Se você notar mancha negra ou marron, começando em geral pelo rizoma ou pseudobulbo, é podridão negra. Corte imediatamente a parte afetada e tente salvar o resto (coloque um
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